Quem poderá dizer algo sobre a verdade, se existe uma verdade ou as verdades, quem poderia dizer não dirá!
Dirá apenas que depende do ponto de vista da pessoa que a diz ou discursa seja por um meio ou outro de transmissão de informação a que chamamos meios de comunicação.
A verdade não está escrita na testa de ninguém, as evidências antes podem levar a uma verdade, não a uma verdade exata matemática.
No passado tivemos muitos exemplos do uso da verdade ou das versões de um fato, tal qual Tiradentes o vilão de vira herói, na passagem da Monarquia para a República. Os republicanos viram em Tiradentes o herói exato, que lutara contra a monarquia pela liberdade. Se fossem os governantes nos dias de hoje monarquistas ou descendentes da monarquia que levara Tiradentes a forca isso não aconteceria.
Os discursos seguem os interesses. Seguem as necessidades.
Cuidado deve ter o professor/historiador que muitas vezes sem maldade alguma passa uma série de contéudos para os seus alunos, como sendo uma verdade imperativa, perfeita, exata... sem possibilidade de engano.
Sem colocar em questão e em discussão os fatos que são expostos...
A verdade não é algo que segue junto com a matemática...
Pensem nisso... O discurso reflete o interesse de alguma pessoa ou grupo que está no poder, ou que convencer alguém sobre alguma coisa...
O discurso é o que legitima alguma ação...
sábado, 5 de junho de 2010
Os olhares da História
Quem pode dizer o que é a verdade?
Onde está a verdade, se existe a verdade, se existe uma só verdade?
Olhamos segundo um ponto de vista através dos filtros que nos são postos diante dos olhos!
Os que ontem foram vilões sobre um prisma de uma verdade acreditada e creditada por um determinado governo, por um poder legítimado em cima de um discurso elitizante e excludente, hoje ele volta com outros discursos, outros olhares, outras características ontem desprezadas porque não interessavam ao discurso e aos propósitos dos governantes, ou dos partidários desta ou daquela opinião.
Dentre outros podemos destacar Tiradentes que fora hostilizados pelos monarquistas no seu tempo e no século seguinte até que os republicanos o transformam em herói, destacando as caracteristicas suas como lutador pela liberdade. É bem verdade que hoje existe visões revisionistas que colocam em xeque ambas as visões. Estas visões vem dizer que isto ou aquilo não está tanto ao céu, nem tanto o mar.
Na sala de aula, a grandes perigos, que o professor/historiador sempre corre o risco de se envolver: de colocar tudo como verdade como fato absolutamente comprovado, e por lado também
Onde está a verdade, se existe a verdade, se existe uma só verdade?
Olhamos segundo um ponto de vista através dos filtros que nos são postos diante dos olhos!
Os que ontem foram vilões sobre um prisma de uma verdade acreditada e creditada por um determinado governo, por um poder legítimado em cima de um discurso elitizante e excludente, hoje ele volta com outros discursos, outros olhares, outras características ontem desprezadas porque não interessavam ao discurso e aos propósitos dos governantes, ou dos partidários desta ou daquela opinião.
Dentre outros podemos destacar Tiradentes que fora hostilizados pelos monarquistas no seu tempo e no século seguinte até que os republicanos o transformam em herói, destacando as caracteristicas suas como lutador pela liberdade. É bem verdade que hoje existe visões revisionistas que colocam em xeque ambas as visões. Estas visões vem dizer que isto ou aquilo não está tanto ao céu, nem tanto o mar.
Na sala de aula, a grandes perigos, que o professor/historiador sempre corre o risco de se envolver: de colocar tudo como verdade como fato absolutamente comprovado, e por lado também
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Projeto em andamento
O meu projeto de Pesquisa enfrento uma parada esses dias, mas já estou retornando com as pesquisas, mais espicificamente com as entrevistas com as pessoas que tem muito a dizer sobre o objeto de pesquisa de meu projeto.
O projeto depende de muita leitura.
Depende de um bom questionário com as perguntas que possam trazer as respostas que necessito.
Esse projeto trará subsídios para entender o funcionamento de uma conferência da Sociedade de São Vicente de Paulo, em uma comunidade rural, bem como sua influência na vida religiosa, social e quiça cultural dessa comunidade. Entenderemos a partir daí a importância ou não da conferência nessa comunidade, quais ações são relevantes ou não para a permanência ou mudança de aspectos na comunidade a partir do momento que essa conferência passou a existir.
O projeto depende de muita leitura.
Depende de um bom questionário com as perguntas que possam trazer as respostas que necessito.
Esse projeto trará subsídios para entender o funcionamento de uma conferência da Sociedade de São Vicente de Paulo, em uma comunidade rural, bem como sua influência na vida religiosa, social e quiça cultural dessa comunidade. Entenderemos a partir daí a importância ou não da conferência nessa comunidade, quais ações são relevantes ou não para a permanência ou mudança de aspectos na comunidade a partir do momento que essa conferência passou a existir.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
A arte de amar( Ovídio Naso)
Nesta obra podemos conhecer um pouco da conduta romana no que diz respeito ao amor, a conquistar uma pessoa, a manter o interesse da outra pessoa ou seja conservar esse amor.
Autor: Ovídio Naso
Editora: L &PM Pocket.
156 páginas.
Tradução: Dúmia Marinho da Sil.
Porto Alegre, 2009.
Neste livro, Ovídio, esse grande poeta Latino, escreve de forma poética sobre este grande sentimento humano, o amor. Os seus escritos vem em forma de aconselhamento tanto para os homens como para as mulheres.
Na primeira parte do livro, com exemplos da mitologia grega e romana, e de sua própria vivência ele descreve as melhores maneiras para se conquistar e manter o amor de uma amante. Aqui fica claro que este amor buscado não está preso as vonveniencias sociais que determinam as maneiras lícitas e legais para se conquistar o amor de uma mulher. A mulher casada ou comprometida não está perdida para aquele que a ama e que não é seu marido ou prometido. Existe formas, meios, cuidados, cautelas e métodos a serem utilizados para se conquistar esse amor. Se ela é solteira, sem compromissos, sem amarras ou impedimentos, melhor, mas se não o é, não está perdida para aquele que a ama. Ovídio traz conselhos para se conquistar e conservar o amor das mulheres. Na mitologia ele dá exemplos aplicavéis, à " vida real". Os conselhos do poeta vão desde o modo de agir, a maneira de se encontrar com a amante, até a maneira de se vestir e de se preparar para o amor.
Ele considera que o amor tanto para o homem como para a mulher necessita de cuidados para se conquistá-lo e conservá-lo.
Na 2ª parte do livro ele aconselha as mulheres sobre a melhor forma de se preparar para o amante, para melhor cuidadar da beleza própria, os meios de se esconder defeitos físicos, os melhores meios para seduzir um homem, os cuidados com o vestuário, como o modo de falar, de cuidar dos cabelos, da pele, etc. A mulher seguindo esses conselhos poderá alcançar melhores resultados no amor.
Em outra parte do livro o autor aconselha sobre as melhores maneiras de esquecer um amaor, depois de mal lucubradas tentativas, onde não há reciprocidade de sentimento, ou não há mais possibilidades desse amor vingar.
Por último o autor faz receitas para realçar a a beleza feminina através de produtos de beleza importantes, de produtos para a pele, para os cabelos e para o corpo. Solicita a mulher que não deixe que o homem descubra os segredos da manutenção de sua beleza, ou veja ela se preparando para ficar mais bela ainda.
______________________________
Este livro mostra que na sociedade romana havia espaços para amores clandestinos ou mesmo aceitos pela sociedade. Ou autor mostra se contrário a falsos pudores, se preocupando com a busca da felicidade e a busca da satisfação do ser humano. Essa moral que diz que tudo é pecado é tipicamente cristã, própria da nossa época contemporânea.
Geraldo. H. M.
Autor: Ovídio Naso
Editora: L &PM Pocket.
156 páginas.
Tradução: Dúmia Marinho da Sil.
Porto Alegre, 2009.
Neste livro, Ovídio, esse grande poeta Latino, escreve de forma poética sobre este grande sentimento humano, o amor. Os seus escritos vem em forma de aconselhamento tanto para os homens como para as mulheres.
Na primeira parte do livro, com exemplos da mitologia grega e romana, e de sua própria vivência ele descreve as melhores maneiras para se conquistar e manter o amor de uma amante. Aqui fica claro que este amor buscado não está preso as vonveniencias sociais que determinam as maneiras lícitas e legais para se conquistar o amor de uma mulher. A mulher casada ou comprometida não está perdida para aquele que a ama e que não é seu marido ou prometido. Existe formas, meios, cuidados, cautelas e métodos a serem utilizados para se conquistar esse amor. Se ela é solteira, sem compromissos, sem amarras ou impedimentos, melhor, mas se não o é, não está perdida para aquele que a ama. Ovídio traz conselhos para se conquistar e conservar o amor das mulheres. Na mitologia ele dá exemplos aplicavéis, à " vida real". Os conselhos do poeta vão desde o modo de agir, a maneira de se encontrar com a amante, até a maneira de se vestir e de se preparar para o amor.
Ele considera que o amor tanto para o homem como para a mulher necessita de cuidados para se conquistá-lo e conservá-lo.
Na 2ª parte do livro ele aconselha as mulheres sobre a melhor forma de se preparar para o amante, para melhor cuidadar da beleza própria, os meios de se esconder defeitos físicos, os melhores meios para seduzir um homem, os cuidados com o vestuário, como o modo de falar, de cuidar dos cabelos, da pele, etc. A mulher seguindo esses conselhos poderá alcançar melhores resultados no amor.
Em outra parte do livro o autor aconselha sobre as melhores maneiras de esquecer um amaor, depois de mal lucubradas tentativas, onde não há reciprocidade de sentimento, ou não há mais possibilidades desse amor vingar.
Por último o autor faz receitas para realçar a a beleza feminina através de produtos de beleza importantes, de produtos para a pele, para os cabelos e para o corpo. Solicita a mulher que não deixe que o homem descubra os segredos da manutenção de sua beleza, ou veja ela se preparando para ficar mais bela ainda.
______________________________
Este livro mostra que na sociedade romana havia espaços para amores clandestinos ou mesmo aceitos pela sociedade. Ou autor mostra se contrário a falsos pudores, se preocupando com a busca da felicidade e a busca da satisfação do ser humano. Essa moral que diz que tudo é pecado é tipicamente cristã, própria da nossa época contemporânea.
Geraldo. H. M.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Viva Zapata.
Bem, estamos já bem adentrados em 2010.
Terminado o curso de História, continuo com as minhas velhas paixões: Bom livros, bons filmes, poesias, etc.
Espero poder lançar aqui mesmo neste blog algumas sugestões de livros e de filmes. Claro que vou sempre opiniar usando o meu olhar de Historiador, que vê em tudo a relação entre permanência, mudança, tempo, interpretações, etc.
Por hora vou lhes falar de um filme que assisti esta semana:
Viva Zápata.
Com atores experientes do cinema americano.
O filme tenta contar um pouco da História de Emiliano Zapata, a partir do ano de 1909, quando um grupo de fazendeiros vão reclamar ao presidente do México, que já estava no cargo a mais de 34 anos. Estes fazendeiros reclamam a perda de suas terras para os oficiais do governo, para a ganância de uns poucos que aproveitavam da inocência e falta de meios para se defender para se tomá-las. Os pobres fazendeiros estavam sendo espoliados de suas melhores terras, só lhe sobravam terras áridas e montanhosas. Entre estes reclamantes estava Zapata. O presidente Porfírio Dias, orienta-os a descobrir os marcos de sua propriedade e fazer que saiam esses invasores.
A revolta se inicia tímida e vai se fortalecendo. No meio da história ficamos conhecendo um pouco sobre Pancho Vila, que se torna outro general da revolução.
No filme, senhores historiadores, vocês verão passagens que mostram um pouco sobre o imaginário popular a respeito de Zapata, e até mesmo sobre Porfírio Dias. E bem se vê que mesmo depois da morte de Zapata, ainda está vivo o ideal revolucionário e a crença popular sobre sua imortalidade, sobre sua capacidade de sair ileso das mais dificéis situações.
Pode-se encontrar também reflexões sobre o uso, a legitimidade, do poder, de como esse poder passa da mão de uma pessoa para outra, de como os governantes que se sucedem no poder mantêm vivos os mesmos vícios e o mesmo descaso com os menos favorecidos.
O filme foi rodado em 1952, tem aúdio em Português, sem legendas. É de aproximadamente 103 minutos. As imagens são de boa qualidade em preto e branco.
Pode ser utilizado para se estudar sobre as revoluções latino americanas, para comparar o corolenismo brasileiro, com a forma de governo de alguns países no início do século XX, etc.
Terminado o curso de História, continuo com as minhas velhas paixões: Bom livros, bons filmes, poesias, etc.
Espero poder lançar aqui mesmo neste blog algumas sugestões de livros e de filmes. Claro que vou sempre opiniar usando o meu olhar de Historiador, que vê em tudo a relação entre permanência, mudança, tempo, interpretações, etc.
Por hora vou lhes falar de um filme que assisti esta semana:
Viva Zápata.
Com atores experientes do cinema americano.
O filme tenta contar um pouco da História de Emiliano Zapata, a partir do ano de 1909, quando um grupo de fazendeiros vão reclamar ao presidente do México, que já estava no cargo a mais de 34 anos. Estes fazendeiros reclamam a perda de suas terras para os oficiais do governo, para a ganância de uns poucos que aproveitavam da inocência e falta de meios para se defender para se tomá-las. Os pobres fazendeiros estavam sendo espoliados de suas melhores terras, só lhe sobravam terras áridas e montanhosas. Entre estes reclamantes estava Zapata. O presidente Porfírio Dias, orienta-os a descobrir os marcos de sua propriedade e fazer que saiam esses invasores.
A revolta se inicia tímida e vai se fortalecendo. No meio da história ficamos conhecendo um pouco sobre Pancho Vila, que se torna outro general da revolução.
No filme, senhores historiadores, vocês verão passagens que mostram um pouco sobre o imaginário popular a respeito de Zapata, e até mesmo sobre Porfírio Dias. E bem se vê que mesmo depois da morte de Zapata, ainda está vivo o ideal revolucionário e a crença popular sobre sua imortalidade, sobre sua capacidade de sair ileso das mais dificéis situações.
Pode-se encontrar também reflexões sobre o uso, a legitimidade, do poder, de como esse poder passa da mão de uma pessoa para outra, de como os governantes que se sucedem no poder mantêm vivos os mesmos vícios e o mesmo descaso com os menos favorecidos.
O filme foi rodado em 1952, tem aúdio em Português, sem legendas. É de aproximadamente 103 minutos. As imagens são de boa qualidade em preto e branco.
Pode ser utilizado para se estudar sobre as revoluções latino americanas, para comparar o corolenismo brasileiro, com a forma de governo de alguns países no início do século XX, etc.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Colação de grau
Parabéns a todos que vão colar grau hoje!
Não deixa de ser um dia especial, muito especial!
Optei por não ir, por não participar desse momento festivo!
Vários são os motivos!
Um deles é que não gosto de despedidas!
Pode ser que eu me arrependa depois!
Mas por hora é isso que eu quero!!!!
Todos vocês estarão sempre em meu pensamento!
Obrigado turma por tudo!
Entre em meu blog para ler outros posts e para fazer comentários!
Coloquei o comentário do Vínicius.
Não deixa de ser um dia especial, muito especial!
Optei por não ir, por não participar desse momento festivo!
Vários são os motivos!
Um deles é que não gosto de despedidas!
Pode ser que eu me arrependa depois!
Mas por hora é isso que eu quero!!!!
Todos vocês estarão sempre em meu pensamento!
Obrigado turma por tudo!
Entre em meu blog para ler outros posts e para fazer comentários!
Coloquei o comentário do Vínicius.
sábado, 23 de janeiro de 2010
Terra Sonâmbula
A breve resenha abaixo foi feita sobre o livro: " Terra Sonâmbula" do autor Moçambicano Mia Couto.
Eu ganhei esse livro do professor João Ricardo Ferreira Pires, no amigo oculto do final do ano de 2009.
A príncipio na primeira página o livro não mostrou toda a sua graça, foi preciso ler o primeiro capítulo onde foi dando se conhecimento dos personagens e da intensidade da estória do livro.
O livro mistura ficção com realidade. É um romance traçado sobre o pano de fundo dos acontecimentos recentes em Moçambique, sobre a guerra civil, a estruturação política no pós independência. Se derrama em frente a nossos olhos toda a dor, tristeza e esperança deste povo marcado pela guerra, pelas injustiças, pela fome e por doenças.
A história que se desenrola sobre as páginas deste livro se descortina através de dois personagens eixo: Kindzu e Muidinga.
Terra Sonâmbula.
Autor: Mia Couto.
Ed: Companhia das Letras.
Ano: 2009
4a Reipressão.
206 páginas.
Mia Couto esse excelente escritor Mocambicano, nos premia desta vez com esse maravilhoso livro: " Terra Sonâmbula", romance cuja narrativa se passa em Moçambique logó após às guerras da Independência. A guerra é o marcador temporal do livro. Sabemos onde estamos, eo que acontece pelos elementos textuais que distiguem o período colonial onde os Portugueses, senhores da terra administravam e governavam o país. O romance fala das agruras e mazelas da guerra, da destruição, da fomedo estado de desolamento das pessoas. O autor usa de uma certa poesia em seu texto, seguindo o passo dos personagens de sua obra, que transitam pelos cenários da destruição e da miséria, das esperanças de um povo, que mesmo assim com a força total de seus sonhos acredita que o futuro pode ser melhor.
No livro entendemos a situação política e econômica de Moçambique, pais do sudeste africano, banhado pelo Oceano Índico, que tem toda a sua agricultura, pecúria e industrial fragilizadas pela guerra.
Após o processo da independência, resta ao governo que se apresenta, tomar controle da situação. Os bandos ainda estão a solta lutando pelo poder, levando o horror da guerra a todo canto, espalhando o pânico, incutindo o medo na mente das pessoas. Os personagens personagens principais apresentados pelo autor são Tuahir: homem velho que cuida de um "miúdo" encontrado quase morto em um campo de refugiados, cuidado por ele, toma forças e torna-se companheiro de viagem e fuga do campo de refugiados. Não se sabe ao certo o nome do "miúdo". Tuahir dá-lhe o nome de Muidinga, que ao final do livro vamos conhecer seu verdadeiro nome e compreender sua história; já que Muidinga não tem lembranças de seu passado.
No itinerário de fuga encontram um Machimbombo incendiado, que lhes serve de abrigo por uns tempos, onde encontram uma mala com 11 caderninhos, que contém a história de um personagem misterioso chamado Kindzu. Este narra os acontecimentos de sua vida e o seu caminho em buscar de Gaspar, o filho de sua amada, que se encontra refugiada em um navio encalhado, em um grande banco de areia. Esta mulher é Farrida que viemos a saber que é irmâ gêmea da mulher do admistrador de Matimati, uma vila próxima.
Estes caderninhos de Kindzu váo sendo lidos aos poucos por Muidinga, trazendo a luz um pouco da realidade vivida pelos moçambicanos, no pós-independência, mostram as fragilidades do governo que tenta se impor, as misérias e as fomes, a corrupção, o desvio de alimentos e ajudas humanitárias, enfim um retrato cruel da sociedade moçambicana, especialmente da parcela mais pobre da população.
O livro é escrito em Português de Portugal, e traz expressões da cultura moçambica, da sua religiosidade, dos costumes e crenças, modos de falar, pensar e agir, etc.
Vale a pena ser lido pela qualidade da narrativa, pela beleza da história e pelo cuidado literário do autor.
Entendamos e conheçamos mais um pouco das diferentes culturas que existem no mundo; o vocabulário, as crenças, o folclore, as esperanças e tristezas de um povo que apesar de sofrido e maltratado luta para sobreviver e ser feliz.
Eu ganhei esse livro do professor João Ricardo Ferreira Pires, no amigo oculto do final do ano de 2009.
A príncipio na primeira página o livro não mostrou toda a sua graça, foi preciso ler o primeiro capítulo onde foi dando se conhecimento dos personagens e da intensidade da estória do livro.
O livro mistura ficção com realidade. É um romance traçado sobre o pano de fundo dos acontecimentos recentes em Moçambique, sobre a guerra civil, a estruturação política no pós independência. Se derrama em frente a nossos olhos toda a dor, tristeza e esperança deste povo marcado pela guerra, pelas injustiças, pela fome e por doenças.
A história que se desenrola sobre as páginas deste livro se descortina através de dois personagens eixo: Kindzu e Muidinga.
Terra Sonâmbula.
Autor: Mia Couto.
Ed: Companhia das Letras.
Ano: 2009
4a Reipressão.
206 páginas.
Mia Couto esse excelente escritor Mocambicano, nos premia desta vez com esse maravilhoso livro: " Terra Sonâmbula", romance cuja narrativa se passa em Moçambique logó após às guerras da Independência. A guerra é o marcador temporal do livro. Sabemos onde estamos, eo que acontece pelos elementos textuais que distiguem o período colonial onde os Portugueses, senhores da terra administravam e governavam o país. O romance fala das agruras e mazelas da guerra, da destruição, da fomedo estado de desolamento das pessoas. O autor usa de uma certa poesia em seu texto, seguindo o passo dos personagens de sua obra, que transitam pelos cenários da destruição e da miséria, das esperanças de um povo, que mesmo assim com a força total de seus sonhos acredita que o futuro pode ser melhor.
No livro entendemos a situação política e econômica de Moçambique, pais do sudeste africano, banhado pelo Oceano Índico, que tem toda a sua agricultura, pecúria e industrial fragilizadas pela guerra.
Após o processo da independência, resta ao governo que se apresenta, tomar controle da situação. Os bandos ainda estão a solta lutando pelo poder, levando o horror da guerra a todo canto, espalhando o pânico, incutindo o medo na mente das pessoas. Os personagens personagens principais apresentados pelo autor são Tuahir: homem velho que cuida de um "miúdo" encontrado quase morto em um campo de refugiados, cuidado por ele, toma forças e torna-se companheiro de viagem e fuga do campo de refugiados. Não se sabe ao certo o nome do "miúdo". Tuahir dá-lhe o nome de Muidinga, que ao final do livro vamos conhecer seu verdadeiro nome e compreender sua história; já que Muidinga não tem lembranças de seu passado.
No itinerário de fuga encontram um Machimbombo incendiado, que lhes serve de abrigo por uns tempos, onde encontram uma mala com 11 caderninhos, que contém a história de um personagem misterioso chamado Kindzu. Este narra os acontecimentos de sua vida e o seu caminho em buscar de Gaspar, o filho de sua amada, que se encontra refugiada em um navio encalhado, em um grande banco de areia. Esta mulher é Farrida que viemos a saber que é irmâ gêmea da mulher do admistrador de Matimati, uma vila próxima.
Estes caderninhos de Kindzu váo sendo lidos aos poucos por Muidinga, trazendo a luz um pouco da realidade vivida pelos moçambicanos, no pós-independência, mostram as fragilidades do governo que tenta se impor, as misérias e as fomes, a corrupção, o desvio de alimentos e ajudas humanitárias, enfim um retrato cruel da sociedade moçambicana, especialmente da parcela mais pobre da população.
O livro é escrito em Português de Portugal, e traz expressões da cultura moçambica, da sua religiosidade, dos costumes e crenças, modos de falar, pensar e agir, etc.
Vale a pena ser lido pela qualidade da narrativa, pela beleza da história e pelo cuidado literário do autor.
Entendamos e conheçamos mais um pouco das diferentes culturas que existem no mundo; o vocabulário, as crenças, o folclore, as esperanças e tristezas de um povo que apesar de sofrido e maltratado luta para sobreviver e ser feliz.
domingo, 10 de janeiro de 2010
O curso de História
Já são passados poucos dias que terminaremos o curso de História, iniciado em Fevereiro de 2006 onde convivemos com pessoas bem diferentes mais que têm algo em comum: o gosto pela História. Algo capaz de unir uma turma durante quatro anos, em uma luta pelo aprendizado, pelo conhecimento e por notas para de um período para outro. Conhecemos diversas pessoas com perfis diferentes, com sonhos bem semelhantes: ter um curso superior, ser formado especificamente em História. Ter uma profissão: educador/professor e ainda mais ingressar em uma sala de aula, ter a frente de nós, jovens, adolescentes, que nem sempre estão interessados em uma educação formal.
Quando entramos para o curso, aceitamos um desafio: sermos cidadãos críticos, leitores criteriosos, alunos inconformados com o senso comum, ávidos por conhecimento. O desafio era bem mais do que isso: era preciso deixarmos de ser pessoas comuns para sermos algo mais, para buscarmos algo mais... sermos cidadãos políticos, olhar o mundo com um olhar penetrante, virá-lo ao avesso, fazer uma revolução de idéias...
Mas a maior revolução acontece e aconteceu dentro de nós mesmos...
Pode ter havido também um certo sentimento de frustração, alguma expectativa não cumprida, talvez o choque de realidade ao ver que o sonho não era realmente aquilo que nossas ilusões tentavam jogar diante de nossos olhos.
Talvez pensasse alguém que pudesse um Historiador ou Professor de História ficar rico, se enriquecer com suas pesquisas, com o tombamento de bens materiais e imateriais, ou ainda que pudesse haver uma fama instantânea...
O Historiador dessa forma seria um super-herói, alguém que tem informações valiosas e até poderosas em seu poder, que tem um conhecimento enorme, enciclopédico, volumoso, colossal, um incrível devorador de livros, que sabe de datas, de fatos, de nomes, de grandes acontecimentos que marcaram o mundo, as pessoas, que tem uma enorme pá em suas mãos, que sabe o caminho para grandes tesouros.
Depois disso, depois do curso de História, estou a pensar que o Historiador é um homem muito comum que é justamente igual a outros homens exceto pelo fato de ser consciente de sua pequenes, de sua ignorância, de ser mais humilde que muitos por isso está aberto a palavras, a escutar, a procurar, a perguntar. O Historiador não está contente com o que satisfaz a grande maioria das pessoas que habitam o planeta terra. Ele entende que seu conhecimento das coisas é pequeno por isso vai atrás das respostas. Ele leva suas perguntas, suas dúvidas, seus anseios, suas necessidades para criar a investigação. Com uma pergunta ele vai atrás da resposta. Ele entende que não há conhecimento pronto e acabado. Ele não está satisfeito com versões. Ele não entende que um assunto se esgotou, ele está sempre atrás de novas possibilidades, representações, simbologias, legitimações, olhares, usos, entendimentos, etc.
Ele busca a verdade, ele se ocupa da verdade, mas entende que existe “verdades” e não “verdade”... Ele busca entender o porquê dessas verdades. Ele está atrás de novas evidências, de novos olhares e abordagens.
Geraldo. H. Mesquita.
Quando entramos para o curso, aceitamos um desafio: sermos cidadãos críticos, leitores criteriosos, alunos inconformados com o senso comum, ávidos por conhecimento. O desafio era bem mais do que isso: era preciso deixarmos de ser pessoas comuns para sermos algo mais, para buscarmos algo mais... sermos cidadãos políticos, olhar o mundo com um olhar penetrante, virá-lo ao avesso, fazer uma revolução de idéias...
Mas a maior revolução acontece e aconteceu dentro de nós mesmos...
Pode ter havido também um certo sentimento de frustração, alguma expectativa não cumprida, talvez o choque de realidade ao ver que o sonho não era realmente aquilo que nossas ilusões tentavam jogar diante de nossos olhos.
Talvez pensasse alguém que pudesse um Historiador ou Professor de História ficar rico, se enriquecer com suas pesquisas, com o tombamento de bens materiais e imateriais, ou ainda que pudesse haver uma fama instantânea...
O Historiador dessa forma seria um super-herói, alguém que tem informações valiosas e até poderosas em seu poder, que tem um conhecimento enorme, enciclopédico, volumoso, colossal, um incrível devorador de livros, que sabe de datas, de fatos, de nomes, de grandes acontecimentos que marcaram o mundo, as pessoas, que tem uma enorme pá em suas mãos, que sabe o caminho para grandes tesouros.
Depois disso, depois do curso de História, estou a pensar que o Historiador é um homem muito comum que é justamente igual a outros homens exceto pelo fato de ser consciente de sua pequenes, de sua ignorância, de ser mais humilde que muitos por isso está aberto a palavras, a escutar, a procurar, a perguntar. O Historiador não está contente com o que satisfaz a grande maioria das pessoas que habitam o planeta terra. Ele entende que seu conhecimento das coisas é pequeno por isso vai atrás das respostas. Ele leva suas perguntas, suas dúvidas, seus anseios, suas necessidades para criar a investigação. Com uma pergunta ele vai atrás da resposta. Ele entende que não há conhecimento pronto e acabado. Ele não está satisfeito com versões. Ele não entende que um assunto se esgotou, ele está sempre atrás de novas possibilidades, representações, simbologias, legitimações, olhares, usos, entendimentos, etc.
Ele busca a verdade, ele se ocupa da verdade, mas entende que existe “verdades” e não “verdade”... Ele busca entender o porquê dessas verdades. Ele está atrás de novas evidências, de novos olhares e abordagens.
Geraldo. H. Mesquita.
sábado, 2 de janeiro de 2010
Novo ano, 2010
Bem mais que se possa pensar
Bem mais do que possa ou seu pesar
É um novo ano
Um ano para acontecer
Um ano para sentir
Um ano para amar
Um ano para viver a vida
Como se a vida estive a começar
Quando na verdade ela sempre existiu
Um ano para ter mais esperança
Um ano de amor
De ternura
E quem sabe poderemos estar de novo juntos
Em um só pensamento
Prontos para acreditar
No olhar, no gesto, na palavra amiga
No jeito fraterno de muitos olhares
Eu queria pode entrar em cada pensamento
Torná-los eternos e bons
Para um dia quem sabe podermos junto ao pensamento puro de Deus
Estendermos a mão para poder formar uma grande fraternidade
Sem poder temer nada
No amor, na pureza do olhar
Na doçura e no encanto de um simples canto
Entoado com muito amor
Quem poderá ver essa alegria
Estar defronte dessa façanha
Que não se assanha
Não se cansa, não se mede, nem arrefece
Em qualquer jeito,
Num jeito temeroso
Olhar e identificar os sintomas da esperança
Nos verdes, castanhos, azuis, negros, cinzas, lindos olhos
Nos olhos do irmão
Na fraternidade, sem limite e sem medo
Onde se busca o lugar que não se encontra
Não há mapas ou qualquer coisa parecida para ajudar a
Encontrar o que se busca sem saber onde
Neste novo ano nunca perca a esperança
Não tema o amanhã,
Não se esqueça de fazer o bem hoje e sempre
Se não puder fazê-lo não faça o mal.
Faça bem feito tudo o que for fazer.
Bem mais do que possa ou seu pesar
É um novo ano
Um ano para acontecer
Um ano para sentir
Um ano para amar
Um ano para viver a vida
Como se a vida estive a começar
Quando na verdade ela sempre existiu
Um ano para ter mais esperança
Um ano de amor
De ternura
E quem sabe poderemos estar de novo juntos
Em um só pensamento
Prontos para acreditar
No olhar, no gesto, na palavra amiga
No jeito fraterno de muitos olhares
Eu queria pode entrar em cada pensamento
Torná-los eternos e bons
Para um dia quem sabe podermos junto ao pensamento puro de Deus
Estendermos a mão para poder formar uma grande fraternidade
Sem poder temer nada
No amor, na pureza do olhar
Na doçura e no encanto de um simples canto
Entoado com muito amor
Quem poderá ver essa alegria
Estar defronte dessa façanha
Que não se assanha
Não se cansa, não se mede, nem arrefece
Em qualquer jeito,
Num jeito temeroso
Olhar e identificar os sintomas da esperança
Nos verdes, castanhos, azuis, negros, cinzas, lindos olhos
Nos olhos do irmão
Na fraternidade, sem limite e sem medo
Onde se busca o lugar que não se encontra
Não há mapas ou qualquer coisa parecida para ajudar a
Encontrar o que se busca sem saber onde
Neste novo ano nunca perca a esperança
Não tema o amanhã,
Não se esqueça de fazer o bem hoje e sempre
Se não puder fazê-lo não faça o mal.
Faça bem feito tudo o que for fazer.
domingo, 27 de dezembro de 2009
O curso de História da FUNEDI/ISED/UEMG
O curso de História da FUNEDI/ISED/UEMG
Campus de Divinópolis.
Campus de Divinópolis.
Sobre o sentimento inicial, as expectativas iniciais sobre o curso de História.
Da minha parte sei que o curso a respeito das expectativas iniciais não corresponde ao que deseja o aluno no início do curso que chega desejando um conhecimento enciclopédico, reunido, organizado, metrificado e ao contrário o objetivo do curso é desconstruir esse pensamento e preparar os ingressantes para serem sujeitos de sua aprendizagem, não meros espectadores estatelados diante de um conhecimento que se apresenta puro, limpo, sem impurezas. O curso de História é para pessoas corajosas, para pessoas que não temem o "caos" a "desordem”. Ele não é um curso metrificado, explanado, contido em um copo que se pode beber todo o seu líquido. Ele é bem mais do que isso, é mais que um líquido que se resume ao espaço de um copo ou qualquer coisa que o valha, ele é imperfeito, ele não é diretivo, condicionado, resumido, não está pronto, não se encontrada sentenciado, ele está atrás das aparências, convidando a uma incursão perigosa, ele coloca em dúvida, ele se certifica...
Disso estou certo, que estamos certo disso... Não podemos parar por aqui... Trago em mim um pouco de cada colega um pouco de cada professor e cada um desses que convivi leva consigo um pouco de mim, por isso nunca nos separaremos, estaremos convictos das nossas necessidades, dos nossos desejos, das nossas imperfeições... São quatro anos que estivemos juntos presente de corpo e alma, de agora em diante estaremos, em convicção, em idéia, às vezes não realmente, mas de fato, nas palavras, nas ações, nos pensamentos...
Obrigado a todos...
Obriguem-se a levar um pouco de cada um dentro de si em qualquer que seja a parte por onde levem seus pensamentos, seus passos, suas ações, seus textos, suas opiniões. Não se pode viver imune da doença de dar opinião depois de se fazer um curso de História onde estiveram reunidas sobre uma instituição de ensino, mentes e corpos maravilhosos. Acreditem nisso... Acreditem que são especiais: alunos e professores.
Sejam especiais... Serão especiais a partir do momento que acreditarem nisso...
Da minha parte sei que o curso a respeito das expectativas iniciais não corresponde ao que deseja o aluno no início do curso que chega desejando um conhecimento enciclopédico, reunido, organizado, metrificado e ao contrário o objetivo do curso é desconstruir esse pensamento e preparar os ingressantes para serem sujeitos de sua aprendizagem, não meros espectadores estatelados diante de um conhecimento que se apresenta puro, limpo, sem impurezas. O curso de História é para pessoas corajosas, para pessoas que não temem o "caos" a "desordem”. Ele não é um curso metrificado, explanado, contido em um copo que se pode beber todo o seu líquido. Ele é bem mais do que isso, é mais que um líquido que se resume ao espaço de um copo ou qualquer coisa que o valha, ele é imperfeito, ele não é diretivo, condicionado, resumido, não está pronto, não se encontrada sentenciado, ele está atrás das aparências, convidando a uma incursão perigosa, ele coloca em dúvida, ele se certifica...
Disso estou certo, que estamos certo disso... Não podemos parar por aqui... Trago em mim um pouco de cada colega um pouco de cada professor e cada um desses que convivi leva consigo um pouco de mim, por isso nunca nos separaremos, estaremos convictos das nossas necessidades, dos nossos desejos, das nossas imperfeições... São quatro anos que estivemos juntos presente de corpo e alma, de agora em diante estaremos, em convicção, em idéia, às vezes não realmente, mas de fato, nas palavras, nas ações, nos pensamentos...
Obrigado a todos...
Obriguem-se a levar um pouco de cada um dentro de si em qualquer que seja a parte por onde levem seus pensamentos, seus passos, suas ações, seus textos, suas opiniões. Não se pode viver imune da doença de dar opinião depois de se fazer um curso de História onde estiveram reunidas sobre uma instituição de ensino, mentes e corpos maravilhosos. Acreditem nisso... Acreditem que são especiais: alunos e professores.
Sejam especiais... Serão especiais a partir do momento que acreditarem nisso...
Geraldo H. Mesquita.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Resumo ( Capítulo IV - Casa Grande e Zensala)
Resumo
Capitulo V, por Geraldo Henrique de Mesquita.
Casa grande e senzala.
De Gilberto Freire.
O escravo negro na vida sexual e de família do brasileiro.
O autor inicia dizendo da precocidade dos meninos do século XVII e XVIII que a partir dos nove anos de idade, já eram vestidos como homens obrigados a mesma gravidade de gestos, atirados aos mesmos vícios e costumes dos rapazes e homens feitos. Relata-nos que a vida sexual destes meninos já começava desde esta tenra idade, não raramente adquirindo já bem jovens doenças venéreas como sífilis e gonorreia. As meninas escravas eram perseguidas pelos seus senhores, desde quando se apresentava com formas de mulher, por isso a grande quantidade de filhos bastardos dos senhores de engenhos, e até de padres. Observando essa precocidade pode se presumir que o período da pré-adolecência e adolecência foi um conceito criado posteriormente a esse contexto. No entender das pessoas da época os meninos passavam de meninos-diabos a homens feito, numa espécie de ritual de passagem, que aos contemporâneos de hoje parece algo mágico. Os meninos após a primeira comunhão, após as primeiras letras na escola, os cálculos e um pouco de latim já estavam preparados, ou melhor, teriam que se comportarem como adultos.
As primeiras letras eram ministradas em casa do senhor de engenho, por professores contratados para tal, nas escolas sob responsabilidade dos clérigos. Nem todos tinham acesso à escola. Nas fazendas como bem diz ou autor estudavam às vezes juntos sob o jugo do mestre e sua palmatória as lições decoradas, o latim, as orações, cálculos, crianças brancas, muitas das vezes misturadas com mulatos, pardos e às vezes algum moleque negro. A literatura nos dá informações importantes a respeito dos professores destas crianças: havia professores brancos, mulatos e até negros.
Nesta época quando no Brasil havia vice-reis, havia recomendação por incrível que se pareça que não se negasse o acesso às primeiras letras até as crianças de pele mais escura, recomendações estas feitas aos padres jesuítas, que em sua maioria das vezes era ignorada e desrespeitada.
A miscigenação era algo que acontecia de fato, apesar de haver restrições do casamento de brancos com escravos, que era considerado como elemento degenerador do sangue.
Embora houvesse muitas pessoas que se amasiavam com outras de cor de pele diferente. Sem falar de filhos ilegítimos que nos testamentos, quando filhos de senhores com escravas, comumente alcançavam alforria, alguns eram até aquinhoados com algum bem.
A religiosidade estava presente em todos os atos da vida das pessoas. Havia senhores de engenho devotos de santos, freqüentadores assíduos da missa, onde levavam toda a família. Nos engenhos era comum haver capela e padre capelão, para se fazer todas as funções religiosas.
Quanto ao vestuário há coisas curiosas e incompreensíveis para nós: apesar do Brasil ser um país tropical que na maior parte do ano enfrenta temperaturas altas, registrava-se principalmente nos centros maiores o acompanhamento do gosto e moda de países europeus de clima frio, com roupas grossas e pesadas, parecendo que a moda era um fardo que deveria ser carregado por pessoas mais endinheiradas. No recesso das casas, se dispensava tais excessos, os senhores ficavam em manga de camisa e as senhoras usavam trajes leves e largos, mais adequados ao clima. As ricas senhoras de engenho gastavam grandes somas em dinheiro para o seu vestuário de festa.
Era comum negros exercerem profissões como cozinheiro, barbeiro, músicos, etc.
Os meninos de engenho brincavam quando não estavam obrigados a escola e soltos sem obrigações a cumprir, acostumados a fazer nada, de arapuca, de namorar com as negrinhas e primas, e vários outros jogos e brincadeiras.
As estradas de ferro a partir de 1850 facilitaram a internação dos meninos nos colégios religiosos onde estudavam Aritmética, Geografia, Latim, Francês, Caligrafia e música.
Nos dizeres do autor havia mais higiene, na cozinha das negras e no corpo dos escravos do que muitas das vezes, no ambiente branco.
Quanto a educação das meninas, havia uma grande rigidez, eram criadas para serem acanhadas e humildes respeitosas de seus pais. O namoro das filhas de família era sério, com apenas mão na mão e pouca conversar com vigilância dos pais. Tinham que ser fiéis aos maridos. Eram vítimas da brutalidade e da incompreensão do marido e sofriam até maus tratos e havia muitos casos que pelo ciúme e a fofoca de outros eram mortas por seus pais ou maridos. Estes casos eram levados à justiça que no século XVII já punira alguns casos.
Os estrangeiros que aqui vinham ao Brasil, os que deixavam algum registro ou na literatura ou em alguma outra obra consideravam a mulher brasileira, sobretudo as pretas e mulatas como menos “compostura” que as brancas, embora houvesse relatos que diziam coisas de mulheres brancas que desabonavam o mal procedimento de algumas.
Não nos esqueçamos também o uso de as mulheres brancas fazia de suas escravas, umas eram usadas e exploradas sexualmente, outras eram auxiliares em seus desvios de conduto sexual.
O açúcar no dizer do autor era um elemento que forjava a personalidade dos homens em pequena medida, mas mais a fundo a medida que exigia um comportamento diferente dos senhores de engenho, por precisarem de “mãos e pés” para o trabalho que era forçado. Os escravos viviam uma vida de sofrimentos e trabalhos e os senhores graças a riqueza que lhes proporcionava o açúcar uma vida confortável, de muita moleza e descanso nas redes, com tempo para perseguir as escravas, receber o cuidado que até na higiene pessoal não dispensava o auxilio de escravos.
Ao final da vida aos senhores era despendido grande luxuosidade nos enterros e havia muitas demonstrações de fé e religiosidade gastando muito dinheiro com os funerais.
Capitulo V, por Geraldo Henrique de Mesquita.
Casa grande e senzala.
De Gilberto Freire.
O escravo negro na vida sexual e de família do brasileiro.
O autor inicia dizendo da precocidade dos meninos do século XVII e XVIII que a partir dos nove anos de idade, já eram vestidos como homens obrigados a mesma gravidade de gestos, atirados aos mesmos vícios e costumes dos rapazes e homens feitos. Relata-nos que a vida sexual destes meninos já começava desde esta tenra idade, não raramente adquirindo já bem jovens doenças venéreas como sífilis e gonorreia. As meninas escravas eram perseguidas pelos seus senhores, desde quando se apresentava com formas de mulher, por isso a grande quantidade de filhos bastardos dos senhores de engenhos, e até de padres. Observando essa precocidade pode se presumir que o período da pré-adolecência e adolecência foi um conceito criado posteriormente a esse contexto. No entender das pessoas da época os meninos passavam de meninos-diabos a homens feito, numa espécie de ritual de passagem, que aos contemporâneos de hoje parece algo mágico. Os meninos após a primeira comunhão, após as primeiras letras na escola, os cálculos e um pouco de latim já estavam preparados, ou melhor, teriam que se comportarem como adultos.
As primeiras letras eram ministradas em casa do senhor de engenho, por professores contratados para tal, nas escolas sob responsabilidade dos clérigos. Nem todos tinham acesso à escola. Nas fazendas como bem diz ou autor estudavam às vezes juntos sob o jugo do mestre e sua palmatória as lições decoradas, o latim, as orações, cálculos, crianças brancas, muitas das vezes misturadas com mulatos, pardos e às vezes algum moleque negro. A literatura nos dá informações importantes a respeito dos professores destas crianças: havia professores brancos, mulatos e até negros.
Nesta época quando no Brasil havia vice-reis, havia recomendação por incrível que se pareça que não se negasse o acesso às primeiras letras até as crianças de pele mais escura, recomendações estas feitas aos padres jesuítas, que em sua maioria das vezes era ignorada e desrespeitada.
A miscigenação era algo que acontecia de fato, apesar de haver restrições do casamento de brancos com escravos, que era considerado como elemento degenerador do sangue.
Embora houvesse muitas pessoas que se amasiavam com outras de cor de pele diferente. Sem falar de filhos ilegítimos que nos testamentos, quando filhos de senhores com escravas, comumente alcançavam alforria, alguns eram até aquinhoados com algum bem.
A religiosidade estava presente em todos os atos da vida das pessoas. Havia senhores de engenho devotos de santos, freqüentadores assíduos da missa, onde levavam toda a família. Nos engenhos era comum haver capela e padre capelão, para se fazer todas as funções religiosas.
Quanto ao vestuário há coisas curiosas e incompreensíveis para nós: apesar do Brasil ser um país tropical que na maior parte do ano enfrenta temperaturas altas, registrava-se principalmente nos centros maiores o acompanhamento do gosto e moda de países europeus de clima frio, com roupas grossas e pesadas, parecendo que a moda era um fardo que deveria ser carregado por pessoas mais endinheiradas. No recesso das casas, se dispensava tais excessos, os senhores ficavam em manga de camisa e as senhoras usavam trajes leves e largos, mais adequados ao clima. As ricas senhoras de engenho gastavam grandes somas em dinheiro para o seu vestuário de festa.
Era comum negros exercerem profissões como cozinheiro, barbeiro, músicos, etc.
Os meninos de engenho brincavam quando não estavam obrigados a escola e soltos sem obrigações a cumprir, acostumados a fazer nada, de arapuca, de namorar com as negrinhas e primas, e vários outros jogos e brincadeiras.
As estradas de ferro a partir de 1850 facilitaram a internação dos meninos nos colégios religiosos onde estudavam Aritmética, Geografia, Latim, Francês, Caligrafia e música.
Nos dizeres do autor havia mais higiene, na cozinha das negras e no corpo dos escravos do que muitas das vezes, no ambiente branco.
Quanto a educação das meninas, havia uma grande rigidez, eram criadas para serem acanhadas e humildes respeitosas de seus pais. O namoro das filhas de família era sério, com apenas mão na mão e pouca conversar com vigilância dos pais. Tinham que ser fiéis aos maridos. Eram vítimas da brutalidade e da incompreensão do marido e sofriam até maus tratos e havia muitos casos que pelo ciúme e a fofoca de outros eram mortas por seus pais ou maridos. Estes casos eram levados à justiça que no século XVII já punira alguns casos.
Os estrangeiros que aqui vinham ao Brasil, os que deixavam algum registro ou na literatura ou em alguma outra obra consideravam a mulher brasileira, sobretudo as pretas e mulatas como menos “compostura” que as brancas, embora houvesse relatos que diziam coisas de mulheres brancas que desabonavam o mal procedimento de algumas.
Não nos esqueçamos também o uso de as mulheres brancas fazia de suas escravas, umas eram usadas e exploradas sexualmente, outras eram auxiliares em seus desvios de conduto sexual.
O açúcar no dizer do autor era um elemento que forjava a personalidade dos homens em pequena medida, mas mais a fundo a medida que exigia um comportamento diferente dos senhores de engenho, por precisarem de “mãos e pés” para o trabalho que era forçado. Os escravos viviam uma vida de sofrimentos e trabalhos e os senhores graças a riqueza que lhes proporcionava o açúcar uma vida confortável, de muita moleza e descanso nas redes, com tempo para perseguir as escravas, receber o cuidado que até na higiene pessoal não dispensava o auxilio de escravos.
Ao final da vida aos senhores era despendido grande luxuosidade nos enterros e havia muitas demonstrações de fé e religiosidade gastando muito dinheiro com os funerais.
Análise do papel de eventos como as grandes navegações, a formação do Estado Nacional, o humanismo e a reforma religiosa na formação do mundo moderno.
Quando se fala em mundo moderno tenta-se entender que ele passou a existir não de um momento para outro como o datamos: a partir de 1453, ano em que Constantinopla fora tomada pelos turcos. Mas sim sendo fruto de uma série de eventos que a partir de suas análises entenderemos que contribuíram para a formação de um novo homem, fruto de seu tempo e das transformações ocorridas nesta época. Homem este sujeito das ações que ocorreram no período moderno.
Antes de tudo é preciso saber o significado desta palavra moderno.
Poderíamos dizer que é o oposto de antigo, ou melhor, o fruto do antigo, mas desta feita reelaborado, discutido, transformado.
Talvez os homens modernos tenham percebido que estavam adentrando em um novo tempo quando viram que as coisas estavam mudando, quando viram que os paradigmas mudavam, que as mesmas explicações não serviam para explicar as novas dúvidas. Perceberam que não mais primordialmente reproduziam o passado, as palavras, explicações antigas, obras, observações; mas sim tentavam tendo o passado como ponto de partida para inovações, mudanças, deixando o que era antes somente uma experiência contemplativa e de aceitação com relação à natureza, os escritos, a Igreja, o mundo em geral; em algo renovador, transformador. Agora havia uma transformação que mudava a natureza do pensamento e das ações: um aperfeiçoamento do antigo pelo novo.
Deste modo podemos analisar as várias questões propostas como o que cada item da questão que foi proposta contribui para que acontecessem mudanças e se consolidasse com o tempo este mundo moderno.
Foram muitos os fatores que determinaram à passagem deste mundo onde havia verdades absolutas, o ser humano era preso a idéias impostas pelos detentores do saber e o pensamento era limitado a concepções antigas, impedindo mudanças radicais.
Podemos falar de alguns elementos que contribuíram de forma decisiva ao longo do tempo, para a concretização deste novo mundo, feito, sobretudo de idéias e de homens a frente de seu tempo, com a cabeça aberta para novas perspectivas.
As grandes navegações serviram para difundir os conhecimentos da época, conhecer novas culturas, invenções, saberes, expandir o comércio, conhecer o outro, aumentar a experiência humana, associando saberes como a astronomia, cartografia e técnicas de construção e navegação de navios, além da desmitificação do desconhecido.
Os navegadores e descobridores Espanhóis, Portugueses e Franceses deram o pontapé inicial para a dominação política e econômica dos povos encontrados enquanto desfaziam-se mitos a respeito do outro (o bom selvagem) e do “mar tenebroso”. Sem falar que o mercantilismo aliado às ambições políticas e religiosas foi em grande media o impulsionador dessas navegações. Neste contexto pos se claro a visão etnocêntrica destes desbravadores e comerciantes em todas as atitudes com os povos encontrados. Através dessas grandes navegações que auxiliaram a difusão de novas visões de mundo, textos, relatos, pessoas, estudiosos que circulavam com um pouco mais de facilidade, o mundo tornou-se mais interligado, propenso a circulação dos saberes.
Com a crise do sistema feudal, que fragmentava as terras na Europa, em propriedades conhecidas como feudos, onde havia uma relação de vassalagem e suserania, aparecem os primeiros burgos.
Os senhores feudais perdem muito de seus poderes para o rei que conseguira após longos esforços unir forças ao redor de si, criando um exército profissional, moeda própria, poder de gerir com impostos, administração e certo “controle” da Igreja, não deixando que ela fosse um elemento sobrepujante neste novo modelo. A Igreja tem que cuidar apenas de assuntos referentes à fé, deixando os assuntos econômicos e políticos para o Estado.
Nesse contexto, o rei é a figura central, que consegue criar uma estrutura burocrática, onde a nobreza em geral recebe cargos administrativos e contribui de forma a fortalecer o regime de Estado Absolutista, onde encontrarmos exemplos na França e na Inglaterra.
Pode-se dizer que os Estados Nacionais, que tiveram seu desenvolvimento e consolidação no período moderno marcaram um novo jeito de ser; um governo centrado na figura de um nobre que centralizara o poder em suas mãos com a criação das monarquias modernas concentrando poder político e às vezes até religioso em suas mãos. Esse soberano reuniu leis, formou uma aristocracia e uma organização administrativa e burocrática onde o território de seus domínios constituía uma unidade política, administrativa e territorial, criando um sentimento que com o tempo se tornou em sentimento de pertencimento a um determinado lugar e crenças.
O sistema de servidão chegou ao fim embora a situação dos camponeses continuasse difícil, dependendo de terras de outros para cultivar. A prestação pelo uso da terra passou a ser em espécie, ao invés de trabalho como era antes. Isso contribuiu para o êxodo rural e a formação de burgos, onde esses camponeses tiveram que se adaptar a novas funções, transformando-se em artesãos ou mesmo ficando a margem da sociedade e das decisões, ocupando empregos e fazendo trabalhos com remuneração baixa.
Do humanismo podemos dizer que contribuiu para modernidade à medida que muda a visão do mundo que dantes era centrada na religião e em preceitos como o geocentrismo, que é posto por terra com a invenção do telescópio e as formulações de Galileu Galilei. Nas artes como a pintura e a escultura vemos o conceito de moderno se manifestar como aperfeiçoamento do antigo (antiguidade clássica), em releituras, onde se reproduzia o corpo humano e a imagem de deuses romanos ou gregos. Sem falar da visão Aristotélica especulativa tornada em uma visão e interpretação baseada na observação e na razão: É o advento do método cientifico que estabelece etapas e processos para se chegar a conclusão a respeito de qualquer coisa. Pode-se dizer que o Tomismo colocado em dúvida, o que antes era examinado a luz da fé e da razão e em caso de dúvida a fé sobrepujaria a razão; agora é examinado a luz da ciência. È um mundo em transformação onde conceitos antigos convivem com novos e estão em disputa. De certa maneira é lançado um germe de pensamento que irá crescer mais adiante onde o homem começa a se ver como ser único e dono de seu destino. Estes grandes debates filosóficos tiveram seu desenvolvimento no meio acadêmico e era difundido pouco a pouco com o uso da imprensa que veio a calhar.
A Igreja que era considerada como detentora de todo o saber elaborado, que reproduzia obras clássicas, por exemplo, a Bíblia, mas que mantinha tudo sobre o seu domínio, restringindo o acesso a esses livros somente aos clérigos e seus doutores, teve esse monopólio do saber e da exegese cristã dividido. Com o advento das reformas foi obrigada, sem querer, a mudar.
Assim que explodiram, e se tornaram públicas as 95 teses de Lutero, teses estas que condenavam algumas praticas religiosas, o antigo teve que ser revisto, na melhor tradução de moderno,
A tradução da Bíblia, para a língua vulgar, tornou-a possível de ser lida e repensada. Surgiram novas interpretações e foram colocadas em discussão verdades tidas como absolutas e dogmas mantidos até então.
A reforma, mais que uma reforma religiosa, também de certa forma foi também política; mexendo com interesses de príncipes e reis em paises por onde ela grassou, sem falar do reavivamento de instituições religiosas que tinham poderes modestos até então como, por exemplo, o tribunal da inquisição.
Quando o pensamento muda com as discussões e com as evidencias, muda também as ações. Por isso mesmo, essa reforma não foi só religiosa, na proporção que promoveu a separação gradual entre Estado e Igreja; mas nitidamente entre nobreza e clero. Seria também uma mudança de visão dantes cosmogônica para uma visão antropocêntrica. Foi a secularização do saber que Lutero, com suas teses e a tradução da Bíblia iniciou.
Lutero acreditava que só a fé poderia salvar o homem, que a Bíblia e a palavra de Deus aos homens, por isso ela deveria ser lida por todos os fieis, sem intermediários para fazer interpretações. Era também contra o celibato clerical.
A reforma religiosa abriu margens para discussões de assuntos de outras ordens como assuntos que na nossa contemporaneidade são tidos como científicos. Fez com que também a igreja católica reformulasse seus dogmas e orientações provocando a realização do Concilio de Trento, que acabou com a venda de indulgências e reformulou a sua catequese.
Neste mundo moderno houve uma mudança gradual que se efetivou com a separação entre fé e razão; o que de certa forma propiciou um homem mais voltado para si mesmo, onde houve a mudança de um pensamento coletivo (Somos um), para o pensamento individual (Sou eu), que se desenvolveu plenamente no mundo moderno para se torna uma realidade no mundo contemporâneo.
Antes de tudo é preciso saber o significado desta palavra moderno.
Poderíamos dizer que é o oposto de antigo, ou melhor, o fruto do antigo, mas desta feita reelaborado, discutido, transformado.
Talvez os homens modernos tenham percebido que estavam adentrando em um novo tempo quando viram que as coisas estavam mudando, quando viram que os paradigmas mudavam, que as mesmas explicações não serviam para explicar as novas dúvidas. Perceberam que não mais primordialmente reproduziam o passado, as palavras, explicações antigas, obras, observações; mas sim tentavam tendo o passado como ponto de partida para inovações, mudanças, deixando o que era antes somente uma experiência contemplativa e de aceitação com relação à natureza, os escritos, a Igreja, o mundo em geral; em algo renovador, transformador. Agora havia uma transformação que mudava a natureza do pensamento e das ações: um aperfeiçoamento do antigo pelo novo.
Deste modo podemos analisar as várias questões propostas como o que cada item da questão que foi proposta contribui para que acontecessem mudanças e se consolidasse com o tempo este mundo moderno.
Foram muitos os fatores que determinaram à passagem deste mundo onde havia verdades absolutas, o ser humano era preso a idéias impostas pelos detentores do saber e o pensamento era limitado a concepções antigas, impedindo mudanças radicais.
Podemos falar de alguns elementos que contribuíram de forma decisiva ao longo do tempo, para a concretização deste novo mundo, feito, sobretudo de idéias e de homens a frente de seu tempo, com a cabeça aberta para novas perspectivas.
As grandes navegações serviram para difundir os conhecimentos da época, conhecer novas culturas, invenções, saberes, expandir o comércio, conhecer o outro, aumentar a experiência humana, associando saberes como a astronomia, cartografia e técnicas de construção e navegação de navios, além da desmitificação do desconhecido.
Os navegadores e descobridores Espanhóis, Portugueses e Franceses deram o pontapé inicial para a dominação política e econômica dos povos encontrados enquanto desfaziam-se mitos a respeito do outro (o bom selvagem) e do “mar tenebroso”. Sem falar que o mercantilismo aliado às ambições políticas e religiosas foi em grande media o impulsionador dessas navegações. Neste contexto pos se claro a visão etnocêntrica destes desbravadores e comerciantes em todas as atitudes com os povos encontrados. Através dessas grandes navegações que auxiliaram a difusão de novas visões de mundo, textos, relatos, pessoas, estudiosos que circulavam com um pouco mais de facilidade, o mundo tornou-se mais interligado, propenso a circulação dos saberes.
Com a crise do sistema feudal, que fragmentava as terras na Europa, em propriedades conhecidas como feudos, onde havia uma relação de vassalagem e suserania, aparecem os primeiros burgos.
Os senhores feudais perdem muito de seus poderes para o rei que conseguira após longos esforços unir forças ao redor de si, criando um exército profissional, moeda própria, poder de gerir com impostos, administração e certo “controle” da Igreja, não deixando que ela fosse um elemento sobrepujante neste novo modelo. A Igreja tem que cuidar apenas de assuntos referentes à fé, deixando os assuntos econômicos e políticos para o Estado.
Nesse contexto, o rei é a figura central, que consegue criar uma estrutura burocrática, onde a nobreza em geral recebe cargos administrativos e contribui de forma a fortalecer o regime de Estado Absolutista, onde encontrarmos exemplos na França e na Inglaterra.
Pode-se dizer que os Estados Nacionais, que tiveram seu desenvolvimento e consolidação no período moderno marcaram um novo jeito de ser; um governo centrado na figura de um nobre que centralizara o poder em suas mãos com a criação das monarquias modernas concentrando poder político e às vezes até religioso em suas mãos. Esse soberano reuniu leis, formou uma aristocracia e uma organização administrativa e burocrática onde o território de seus domínios constituía uma unidade política, administrativa e territorial, criando um sentimento que com o tempo se tornou em sentimento de pertencimento a um determinado lugar e crenças.
O sistema de servidão chegou ao fim embora a situação dos camponeses continuasse difícil, dependendo de terras de outros para cultivar. A prestação pelo uso da terra passou a ser em espécie, ao invés de trabalho como era antes. Isso contribuiu para o êxodo rural e a formação de burgos, onde esses camponeses tiveram que se adaptar a novas funções, transformando-se em artesãos ou mesmo ficando a margem da sociedade e das decisões, ocupando empregos e fazendo trabalhos com remuneração baixa.
Do humanismo podemos dizer que contribuiu para modernidade à medida que muda a visão do mundo que dantes era centrada na religião e em preceitos como o geocentrismo, que é posto por terra com a invenção do telescópio e as formulações de Galileu Galilei. Nas artes como a pintura e a escultura vemos o conceito de moderno se manifestar como aperfeiçoamento do antigo (antiguidade clássica), em releituras, onde se reproduzia o corpo humano e a imagem de deuses romanos ou gregos. Sem falar da visão Aristotélica especulativa tornada em uma visão e interpretação baseada na observação e na razão: É o advento do método cientifico que estabelece etapas e processos para se chegar a conclusão a respeito de qualquer coisa. Pode-se dizer que o Tomismo colocado em dúvida, o que antes era examinado a luz da fé e da razão e em caso de dúvida a fé sobrepujaria a razão; agora é examinado a luz da ciência. È um mundo em transformação onde conceitos antigos convivem com novos e estão em disputa. De certa maneira é lançado um germe de pensamento que irá crescer mais adiante onde o homem começa a se ver como ser único e dono de seu destino. Estes grandes debates filosóficos tiveram seu desenvolvimento no meio acadêmico e era difundido pouco a pouco com o uso da imprensa que veio a calhar.
A Igreja que era considerada como detentora de todo o saber elaborado, que reproduzia obras clássicas, por exemplo, a Bíblia, mas que mantinha tudo sobre o seu domínio, restringindo o acesso a esses livros somente aos clérigos e seus doutores, teve esse monopólio do saber e da exegese cristã dividido. Com o advento das reformas foi obrigada, sem querer, a mudar.
Assim que explodiram, e se tornaram públicas as 95 teses de Lutero, teses estas que condenavam algumas praticas religiosas, o antigo teve que ser revisto, na melhor tradução de moderno,
A tradução da Bíblia, para a língua vulgar, tornou-a possível de ser lida e repensada. Surgiram novas interpretações e foram colocadas em discussão verdades tidas como absolutas e dogmas mantidos até então.
A reforma, mais que uma reforma religiosa, também de certa forma foi também política; mexendo com interesses de príncipes e reis em paises por onde ela grassou, sem falar do reavivamento de instituições religiosas que tinham poderes modestos até então como, por exemplo, o tribunal da inquisição.
Quando o pensamento muda com as discussões e com as evidencias, muda também as ações. Por isso mesmo, essa reforma não foi só religiosa, na proporção que promoveu a separação gradual entre Estado e Igreja; mas nitidamente entre nobreza e clero. Seria também uma mudança de visão dantes cosmogônica para uma visão antropocêntrica. Foi a secularização do saber que Lutero, com suas teses e a tradução da Bíblia iniciou.
Lutero acreditava que só a fé poderia salvar o homem, que a Bíblia e a palavra de Deus aos homens, por isso ela deveria ser lida por todos os fieis, sem intermediários para fazer interpretações. Era também contra o celibato clerical.
A reforma religiosa abriu margens para discussões de assuntos de outras ordens como assuntos que na nossa contemporaneidade são tidos como científicos. Fez com que também a igreja católica reformulasse seus dogmas e orientações provocando a realização do Concilio de Trento, que acabou com a venda de indulgências e reformulou a sua catequese.
Neste mundo moderno houve uma mudança gradual que se efetivou com a separação entre fé e razão; o que de certa forma propiciou um homem mais voltado para si mesmo, onde houve a mudança de um pensamento coletivo (Somos um), para o pensamento individual (Sou eu), que se desenvolveu plenamente no mundo moderno para se torna uma realidade no mundo contemporâneo.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Disponho
Disponho do seu sorriso
Como o sol dispõe do seu calor
A luz da lua brilha, assim mesmo
Estou me sentido ansioso pelo futuro
Olhando muitas vezes para o passado
Sem medo de tentar e de lutar
Cada luta pode ser um sinal de vontade, de ardor e desejo por coisas novas
Eu me levo nos meus próprios enganos
Me desfaço em abraços quando vejo meu amor
Derreto na sua boca como açucar
Busco o ideal, busco o legal
Busco a sua boca, o seu beijo
Busco o ensejo, o desejo
Lanço fora o medo
O passado passou
O futuro nos espera
O futuro é inalcançavel
É um lugar sem certeza
É um pouco do passado
Não sei o que é feito de mim
Nem sei o que faço de mim mesmo
Busco desafios, busco trilhar novos caminhos
Quero também andar nos velhos caminhos
Quero estar junto de você sempre que posso...
Musa minha, amada minha, ilusão certeira, pensamento incerto...
Como o sol dispõe do seu calor
A luz da lua brilha, assim mesmo
Estou me sentido ansioso pelo futuro
Olhando muitas vezes para o passado
Sem medo de tentar e de lutar
Cada luta pode ser um sinal de vontade, de ardor e desejo por coisas novas
Eu me levo nos meus próprios enganos
Me desfaço em abraços quando vejo meu amor
Derreto na sua boca como açucar
Busco o ideal, busco o legal
Busco a sua boca, o seu beijo
Busco o ensejo, o desejo
Lanço fora o medo
O passado passou
O futuro nos espera
O futuro é inalcançavel
É um lugar sem certeza
É um pouco do passado
Não sei o que é feito de mim
Nem sei o que faço de mim mesmo
Busco desafios, busco trilhar novos caminhos
Quero também andar nos velhos caminhos
Quero estar junto de você sempre que posso...
Musa minha, amada minha, ilusão certeira, pensamento incerto...
sábado, 24 de outubro de 2009
Assim
Eu te pego e te meço
Na medida de minhas mãos
Na necessidade de meu corpo
Eu te quero
Assim bem assim
Sem medo, sem pejo, sem pudor
Eu te quero
Quero o fogo de seu corpo
O sussurra de suas palavras
Quero bem mais que o momento insano
Quero bem mais que as palavras de uma poesia
Assim, sem saber como
Sem ter como saber
Sem sentir o tempo
Que se indispõe contra nós
Venha deusa minha
Musa minha
Flor de primavera
Calor do verão
Venha a mim
Sem mesmo saber o que queremos
do futuro
Eu quero pedir
O que não se pede
Eu quero exigir
O que se reclama
Eu quero falar
O que diz melhor o silêncio
Eu quero silenciar sua boca
Em um longo beijo
Um beijo, sem recato, não um beijo puro
Um beijo cheio de pecado
Um pecado que não se expia
Um lugar que não encontra
Um lugar nenhum
Em que se encontra esse nosso amor...
Essa nossa loucura...
Na medida de minhas mãos
Na necessidade de meu corpo
Eu te quero
Assim bem assim
Sem medo, sem pejo, sem pudor
Eu te quero
Quero o fogo de seu corpo
O sussurra de suas palavras
Quero bem mais que o momento insano
Quero bem mais que as palavras de uma poesia
Assim, sem saber como
Sem ter como saber
Sem sentir o tempo
Que se indispõe contra nós
Venha deusa minha
Musa minha
Flor de primavera
Calor do verão
Venha a mim
Sem mesmo saber o que queremos
do futuro
Eu quero pedir
O que não se pede
Eu quero exigir
O que se reclama
Eu quero falar
O que diz melhor o silêncio
Eu quero silenciar sua boca
Em um longo beijo
Um beijo, sem recato, não um beijo puro
Um beijo cheio de pecado
Um pecado que não se expia
Um lugar que não encontra
Um lugar nenhum
Em que se encontra esse nosso amor...
Essa nossa loucura...
Como ela é
Lá vem ela
Bem mais do que eu queria
Com seu corpo jovem
A pele macia
O desejo a flor da pele
O carinho em suas mãos
Qual navio procura o cais
Eu procuro o seu corpo
Busco as delícias que ele proporciona
Busco a sua fala macia
Aos ouvidos palavras de amor
Doces palavras de amor
Me deixo levar nesta besta ignorância
Tentando do mundo
Pedir o que não se pede
Se conquista
Ela é assim
Bem feminina
Uma mulher apenas,
Uma deusa para mim
Uma loucura sem fim
Um dia
Uma noite
Eu não saberia dizer
Não seria testemunha a lua, as estrelas
Desse caminho que não me engana
Nesse engano que julgo ser certeza
Eu a beijo na boca
Abraço seu corpo
Julgo a mulher mais bela
O dia que eu a conheci um dia de sol
Um dia de muita luz
Um dia, como qualquer outro
Mas diferente por ter sido o dia que a conheci
Ela é assim, nem sabe ela
Que pode ser amor
O que sinto por ela
Ela sabe apenas que se sente bem ao meu lado
Estamos juntos sem fazer planos
Estamos juntos pelo prazer que proporcionamos um ao outro.
Para uma vida, será isso?!
Para um dia, a cada dia, renovando-se sempre?! Talvez!!
Não tenho certeza de nada
Apenas que a vida é tão curta
Urge ser feliz
Eu sou feliz ao lado dela
Afagando seus cabelos,
Sentindo o calor de seu corpo
Sendo mais que alguém que porventura divide com ela um espaço
Será que ela sente-se assim também!
Não saberei!
O que me importa!
O que ela me dá de graça
Eu lhe dou de volta
Não me custa nada
Tenho de sobra
Neste meu coração alado
Tenho a brisa da manhã
O perfume das flores,
Um pouco mais do que qualquer homem comum gostaria de ter sempre a seu lado
O que me importa
Se os dias de um ser humano são contados...
São infimas contas de areia no deserto...
O nosso tempo é um tempo só nosso
Um tempo de nosso próprio conhecimento...
Para nosso olhar,
Para nosso sentimento...
Volto a dizer como ela é...
Doce menina, sendo mulher feita...
Mulher, feminina, felina, uma fortaleza, uma flor, a primavera...
Todas as flores juntas....
Eu sinto tudo isso nos meus braços...
Sinto o seu gosto na minha boca...
Não tarda, a vir até a mim...
Não fuja dessa minha loucura...
Eu tenho razão sem sobra...
Lucidez em escassez...
Eu tenho as ilusões do mundo,
O capricho dos deuses...
A incerteza do vento...
Bem mais do que eu queria
Com seu corpo jovem
A pele macia
O desejo a flor da pele
O carinho em suas mãos
Qual navio procura o cais
Eu procuro o seu corpo
Busco as delícias que ele proporciona
Busco a sua fala macia
Aos ouvidos palavras de amor
Doces palavras de amor
Me deixo levar nesta besta ignorância
Tentando do mundo
Pedir o que não se pede
Se conquista
Ela é assim
Bem feminina
Uma mulher apenas,
Uma deusa para mim
Uma loucura sem fim
Um dia
Uma noite
Eu não saberia dizer
Não seria testemunha a lua, as estrelas
Desse caminho que não me engana
Nesse engano que julgo ser certeza
Eu a beijo na boca
Abraço seu corpo
Julgo a mulher mais bela
O dia que eu a conheci um dia de sol
Um dia de muita luz
Um dia, como qualquer outro
Mas diferente por ter sido o dia que a conheci
Ela é assim, nem sabe ela
Que pode ser amor
O que sinto por ela
Ela sabe apenas que se sente bem ao meu lado
Estamos juntos sem fazer planos
Estamos juntos pelo prazer que proporcionamos um ao outro.
Para uma vida, será isso?!
Para um dia, a cada dia, renovando-se sempre?! Talvez!!
Não tenho certeza de nada
Apenas que a vida é tão curta
Urge ser feliz
Eu sou feliz ao lado dela
Afagando seus cabelos,
Sentindo o calor de seu corpo
Sendo mais que alguém que porventura divide com ela um espaço
Será que ela sente-se assim também!
Não saberei!
O que me importa!
O que ela me dá de graça
Eu lhe dou de volta
Não me custa nada
Tenho de sobra
Neste meu coração alado
Tenho a brisa da manhã
O perfume das flores,
Um pouco mais do que qualquer homem comum gostaria de ter sempre a seu lado
O que me importa
Se os dias de um ser humano são contados...
São infimas contas de areia no deserto...
O nosso tempo é um tempo só nosso
Um tempo de nosso próprio conhecimento...
Para nosso olhar,
Para nosso sentimento...
Volto a dizer como ela é...
Doce menina, sendo mulher feita...
Mulher, feminina, felina, uma fortaleza, uma flor, a primavera...
Todas as flores juntas....
Eu sinto tudo isso nos meus braços...
Sinto o seu gosto na minha boca...
Não tarda, a vir até a mim...
Não fuja dessa minha loucura...
Eu tenho razão sem sobra...
Lucidez em escassez...
Eu tenho as ilusões do mundo,
O capricho dos deuses...
A incerteza do vento...
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