sábado, 26 de setembro de 2009

O que sou

Eu sou a fome que me consome.
A noite que se esconde.
O dia que foge a luz da lua.
Um paraíso que não existe.
Um dia que não se conta pelas horas.
Um amanhecer que não se despede...
Um amor que nunca se cansa...
Um sonho que não se acaba...

A beira da falésia uma flor...
dentro do precipício um sorriso...
Na ágora uma palavra...
No deserto uma lata de água...
Em algum lugar, lugar nenhum...
Eu sou um pouco do que sonham que eu sou...

Um pouco da realidade, ...
um tanto mais de loucura....
As palavras irrefletidas do meu coração...
o despudor de meus olhos...

Pequena Flor

Eu estive por ai pequena flor
No seu pequeno mundo
Restrito ao calor de seus abraços
Pequena flor estiver com os olhares por onde anda o coração
Primavera e verão
Pequena estação,
Pequeno amor
Em lugar distante de meus olhos,
Tão perto do meu coração.
Como luz que afaga a escuridão...
Como o medo que se perde na coragem
Como a coragem que desafia a própria sorte.
Bem assim do tamanho do mundo,
No melhor ângulo do olhar,
Na triste taciturna tarde,
Na noite esplêndida...
No dia que nasce com o sol...
Que nasce com nosso amor...
O dia: Coleção de horas que não se acabam,
Espaço de tempo efêmero, que se dilui na eternidade.
Pequena flor...
O que é feito de ti?
Donde posso encontrar remédio melhor que ti...
Um carinho melhor...
Um dia que se infileira, no desfiladeiro de meus sonhos...deusa, ninfa, alcatifa, sedutora,
Primeira flor, pequena flor...
Seu nome é amor...
Que nome melhor poderia te dar,
Que ilusão melhor poderia me entreter...
O que dizer para os meus sonhos,
O que reclamar, na ânsia louca de tua espera?
O que és?
O que queres?
Eu já bem sei,
Bem sei eu,
Que o que quero resume em poucas palavras, se derrama em sentimentos, se engana, se esparrama, por teus braços...
Se acalma em sua boca...
O que és mulher, amada, moça, menina, deusa, ninfa, eternamente minha...
Certeza de amor sincero...
Lugar de felicidade...
Sentimento espraiado pela brisa...
Eternamente sedutora...
Maliciosamente minha...
Lua clara, na noite...
Pele macia sobre o lençol...
O que mais és?
Tudo, tudo, um pouco mais...
Tudo o que desejo...
Em que deposito minhas esperanças...
Mulher divinamente bela...
Eu te procuro e te caço através das paredes colossais de seus pensamentos mais banais...
Doce ventura, aventura...
amor que se desespera na esperança louca...
sem limites...

Mulher, simplesmente mulher...
Palavra mais bela de minha boca...
Sentimento mais correto de meu coração...
Flor e canção.
Poesia que adoça...
Mulher linda, felina, feminina, menina...
Pequena flor, flor pequena, deste jardim, de flores poucas...
A rosa primeira, dileta, predileta, seleta de meu jardim...

Uma poesia

Uma poesia

Uma poesia que fale ao coração como dois olhos numa noite de sedução,
Uma poesia que mostre o caminho com uma luz tão intensa
Um coração que mostre aos outros todo o amor,
Uma ilusão que seja a certeza de uma vida,
Uma paixão que valha a pena,como vale a pena viver...
Uma canção que fale ao coração como um grande livro aberto...
Um livro aberto que mostre a alma...
Uma alma que seja pura como um céu azul...
Uma certeza que não se engane nunca...
Um engano que passe despercebido aos olhos dos desavisados...
Um dia que resplandeça com a sua intensa luz...
Um mar de luz, uma sem igual quantidade de sonhos,
Um ânimo desesperado, numa louca certeza...
Assim seja a vida: mal de quem vive, bem eterno dos que sonham...
Assim seja o mundo: invólucro dos viventes, ilusão do universo, egoísmo dos que acreditam nas limitações...________

Poesia

Quanto tempo não te vejo
Para medir o meu desejo
Para entender o que é saudade
Fazem anos, fazem minutos apenas
Pois te vejo em meus pensamentos
Busco você em cada olhar
Eu quero essa ilusão que você diz que é amor

Essa solidão que você me deixou tem que ir embora
Esse sofrimento que me devora
Não vale mais a pena
Sofrer, chorar, desesperar...
Antes é preferível que amemos a quem nos ama
Adoremos o sentido do amor
A delicadeza do sentimento amor,
A ilusão das horas a esperar,

Pensemos que um amor só vale a pena se correspondido...
Para que perder tanto tempo,
Tanto tempo em um sentimento que não encontra um abraço para se aconchegar...
Lábios para beijar,
Um corpo para aquecer...
Sentimento que se esvae em um lamento...
Sentimento que não traz contentamento...

Agora só vou amar a quem me ama
Só vou me devotar as esperanças verdes
Só vou olhar nos olhos que me fitam,
Só vou beijar as bocas que sorriem para mim.
Eu vou buscar a doçura do amor...

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Gripe Suína, gripe de lucros.

O que tenho acompanhado pelos noticiários é que a gripe suína(H1N1) é letal e que se transformou em um pandemia.
Pede-se a toda hora que se tome cuidados elementares relativos a higiene e se cuide para não entrar em contato com pessoas contaminadas. A mídia seja ela impressa, eletrônica, visual, auditiva tem feito apenas alarmar a população e se percebe pouca profundidade no trato do assunto.
São apresentados dados de pessoas que contrairam a doença em todo o mundo e divulgado os óbitos. Não tenho visto, por outro lado, dados qualitativos e comparativos deste surto de gripe suina com a gripe comum.
Tenho visto dados da Organização Mundial da Saúde e de laboratórios vorazes que lançam sua "pseudo-preocupação" de que os estoques de medicamentos que são a base do tratamento desta "Peste Mundial" estão baixos, que os governos não estão se preocupando o suficiente, que não estão se preparando para combatê-la e estão deixando a população em geral desprotegida.
No meio desse "tiroteio" de informações estão as pessoas comuns vitimadas pelo aumento do preço do álcool em gel, dos papéis descartavéis, da incerteza, de um certo pânico, e de muita desinformãção que a mídia"burra" tem ventilado.
Eu tenho as minhas dúvidas sobre a fatalidade desse vírus, da idoneidade da organização mundial da saúde, da isenção das opiniões dos ricos laboratórios que produzem os medicamentos. Imagino que alguém esteja ganhando com a desgraça dos outros.
A mídia e principalmente, a mídia tem sido os veiculadores dessa enormidade de posições, de intenções e más intenções... o que a mídia então poderia fazer a respeito?
Poderia pensar sobre o efeito de notícias que não são tratadas com qualidade, com profundidade, com seriedade...
Será que a mídia é isenta, imparcial, democrática, etc?
Enquanto os espaços publicitários forem vendidos, patrocinados,alugados, é isso que acontecerá. Isso decerto não mudará nunca...
Quem consegue colocar na cabeça das pessoas uma ideologia, um conjunto de idéias ou crenças dominará o mundo... Se penso existo, se eu acredito posso mudar, posso fazer a vontade de quem me convence.
Pensem nisso!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Mais um poema

Mais um poema que fale de amor e esperança,
No cuidar da criança, grande apostolado,
Do adulto futuro, quem bem cuida, merece nosso carinho e atenção.

Pequena flor que necessita de cuidados, atenção e vigor...
Parabéns para quem sabe bem educar...
O bem educar não é apenas falar e falar

Um exemplo vale bem mais que qualquer falação,
Vale bem mais que muita chamada de atenção.
Dê o exemplo, para depois dar lição de moral...
Você é um espelho que este pequeno ser olha.
Este microadulto não sabe bem ainda o que quer
É preciso determinadamente, interminavelmente mostrar lhe o caminho...
Não pense que é demais mostrar o caminho e percorrê-lo juntamente com essas criaturinhas divinas...
Se serão divinas dependerá de você.
A sociedade apenas aplica as leis tácitas,
O estado recrimina e criminaliza algumas atitudes...
O seu exemplo não está acima da lei, da lei dos homens, nem das leis da natureza e do meio social.
Você não deixará que ela corra e transgrida livremente estas leis e estes acordos tácitos...

Quantas crianças vivem por aí como se fossem filhas do vento, como se estivessem acima da lei da ordem, dos preceitos pre-estabelecidos...

Muitas pessoas vivem irresponsavelmente...
Passando a mão na cabeça, deixando de cumprir o papel correto de pais e mães.

Abra os olhos, procure em sua volta os sinais do fracasso ou sucesso seu...
Veja quão grande é a responsabilidade...
Se todos cumprissem com seus papéis, não seriam necessárias penas e traumas de lado a lado.

Não pediram para nascer,
Mas vivem no mundo por sua causa por sua iniciativa mesmo que impensada...
Não são filhos das flores, são filhos de teu sangue, de teu corpo do despreendimento de um momento que se pressupoe que tenha sido lindo...

Veja as responsabilidade do amor e dos momentos que transmitimos esse amor ou apenas esse desejo que não se reprime... Para que reprimí-lo se podemos nos tornar responsavéis pela vida que vem a nascer e a povoar o nosso mundo?

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Escravidão

Neste link você encontrará, uma linha de tempo sobre as leis que combatiam o tráfico negreiro no Brasil.
Essa Cronologia começa em 1850 com a lei Eusébio de Queirós, que visa extinguir o tráfico de escravos para o Brasil.

quarta-feira, 25 de março de 2009

sorriso aberto

Sincero na alardeada noite
Primado de seu abraço
Espantado pela solidão
Está certo que não vejo o tempo
com a calmaria louca a espera de uma ação

pois o tempo, no seu intento intespestivo
Está no olho do furacão
A espera da tempestade
Semente de desamor apagado
No silêncio do tempo
No pasmado
instado.

Cabelos aos ombros, lisos caídos, a boca que delicioso
beijo a pele morena.
O perfume das rosas
caliente.
Qual fogo que queima
sem deixar resquícios

de voltas e enleios
Em encantos que se encontram
em seus meneios
Na paixão incerta, provocada pelos seus enleios.

No passado e no tempo
que juntos estivemos
contando tantos dias juntos
em vários mundos
buscado pelos "insights" de nossos pensamentos.
Buscamos momentos lisongeiros...

Históriografia brasileira, século XIX.

Disciplina: Historiografia

Professor: Adalson Nascimento.

Aluno Geraldo Henrique de Mesquita.

7º Período do curso.

Percebemos claramente que a historigrafia brasileira teve inicio no século XIX, com autores como Rugendas, Franscisco Adolfo Varhagen, Von Martius e outros. A abertura do Brasil a outras nações principalmente a Inglaterra e a França, pois vemos que esses autores têm origem ou influencia européia. A temática buscada por esses autores é a formação da nação e da nacionalidade. O Brasil nesse período busca um modelo. E o modelo apresentado é o modelo europeu arraigado em preconceitos e olhares estranhos. Vê-se claramente a influencia das teorias históricas que surgem neste momento, tais como o positivismo de autores alemães e outros que demonstram que a história é feita pelos grandes homens, pelos grandes personagens.

No Brasil, na construção da historiográfica elegeu-se a elencação de personagens cujos papéis eram diferentes. No caso brasileiro a matriz européia era a matriz civilizatória, que deveriam dar um controle a barbárie. Os outros personagens o índio e o negro são relegados a papéis menos importantes. Chega a se falar que eles tiveram papéis secundários servindo como mão de obra, e necessitando de tutela. Nos textos historiográficos se percebe claramente que o europeu era tido como elemento catalisador promotor do processo civilizador e modernizador da sociedade. Os temas colocados nos textos destes primeiros escritores da história nacional brasileira demonstravam preocupação com a miscigenação do povo brasileiro pois entendiam que o que atrapalhava o desenvolvimento da nação era esse excesso de miscigenação, por isso os adeptos das teorias eugenistas européias entendiam que era preciso “Branquear” a população. Percebia que o negro era um elemento degenerativo tido como preguiçoso impossibilitado de tomar conta de seu próprio destino precisando da tutela branca de matriz européia. Quanto ao índio a visão não era muito diferente. Ele não era visto como incapaz, selvagem, rude, sem religião e não civilizado, portanto não encaixava dentro do projeto civilizador europeu. O modelo para essa sociedade civilizada deveria ser transplantado das nações tidas como as mais civilizadas da Europa diretamente para o Brasil. Pensava-se que era possível tornar o Brasil como países europeus, entendendo-se que o remédio para os males sociais brasileiros seria aplicar soluções européias para a nação que se estava formando.

Respondendo a pergunta inicial que me parece ser o eixo de toda essa problemática da historiografia no século XIX, que aliás ali estava nascendo. Os temas e propósitos da historiografia brasileira nasceram no século XIX. A centralização do poder na mão de um monarca a partir de 1808 foi determinante para a criação do sentimento de pertencimento e de aglutinação populacional em torno do sentimento de nacionalidade.

Uma história nacional se pressupõe um passado comum, heróis, datas, personagens, conjunturas, políticas, econômicas, sociais, culturais, políticas, etc que são criados ao longo do tempo. Os textos de autores diversos como os citados por LISBOA e MOTA sem dúvidas são fundamentais para se entender isso. Eles mostram o interesse destes autores para a criação da história nacional. O que nos interessa analisar e o modelo escolhido pelo principais autores ( que nem sempre tiveram a preocupação de escrever história) que fazem parte dessa historiografia nascente.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Mulher em segunda pele

De se passar
Sem pesar
Olhar lisonjeiro
De pasmar
e de olhar
Qual anjo fosse
Pobre alma
De grandes asas
De amores e lugares que não se tem alhures
De algozes, piores.
Quem quereria ter
Um sonho em belo corpo de mulher
Mulher em segunda pele
De ouvir e de dizer
No prazer, sem lisonja
De quem afronta o tempo
De quem trata o tempo
Com todo o tempo que o tempo tem
de amores, de sabores, dissabores,
de par em para, ímpar
sem fissuras, sem ranhuras
imagem ideal, "new deal"
novo, ovo, "ab ovo".
Que busca na vida o que na vida se dá
pouco se me dá
O que lhe trouxe o mundo
um mundo, imundo
Banhado em sangue e em morte,
Um mundo distante, errante
vagando pelo mar, senhorado
Pelas augúrias, discrepantes, periclitantes de supremas desventuras.
Quando me lanço nesse olhar,
sem olhar, nessa boca de desejo,
Nesse mar infindável, insondável, insaciável, precário, de amor, ternura e sonho, não sei dizer o que quer dizer no meu coração, qual canção e oração de paz.
Se te vejo, vejo o ensejo de amor e pejo, se tocos seus lábios com a minha boca, se se passa-se o tempo, tempo nenhum indubitável, inefável, inconstestável, não vejo o tempo, no seu intento fortuito da loucura do instante,onde se derrama, se aclama, beijo, reclama o maior amor maior que não há em lugar nenhum em nenhum lugar, dissipa-se, passa-se por lamúrias....

Seu Olhar

De contas
Sem contas
Enquanto o tempo não passa
Conto nos dedos, entrededos, entretendo
Quando não entendo o intento
Das contendas de emendas
De prendas, rendas em sendeiros
Incendiados
Assim é seu olhar
Assim mesmo assim
Quando a vejo passar devagar, a vagar de vagar, em ondas, de seus encantos
No manto insano, quando não rola o pranto, cheio de enquantos e encantos, esparge luz, seduz,
induz, em mundo de lugares, em luares, mesmo assim.
Não passa, enquanto não passas, o tempo.
Não rende enquanto não prendes no seu olhar, nesse mar, de amor, calor, palor.
Potestade, majestade, glamour e luz

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Links para o CPDOC

Este link é para você entrar na página onde pode ser visualisada a revista Estudos Históricos, publicada pela Fundação Getúlio Vargas.
Entre lá. Você encontrará materiais interessantes para ler, conhecer e estudar.

Link onde você pode baixar livros, músicas, fotos, imagens, etc

Neste site você encontrará vários arquivos guardados na internet onde há a possibilidade de baixá-los para o seu computador.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

8 de fevereiro de 2009

Estamos iniciando mais um ano letivo, por assim dizer com esperanças de atividades diferentes, satisfação de nossos anseios. Da minha parte eu espero que este ano seja diferente ao menos quanto a blog que raramente tenho postado.
Agora com a internet mais acessível para mim, espero poder colocar neste blog informações utéis para todas as pessoas que gostem de História e de Educação em geral, com links interessantes e matérias de minha autoria ou encontrada na net, com a devida citação das fontes, com preocupação e esmero com a verdade e com a credibilidade.
Vocês encontraram poesias, artigos, mapas, documentos, links, informações relacionadas a área e assuntos postados neste blog.
Não deixem de acessar e de adicionar aos favoritos no navegador de internet de seus computadores.
Um abraço a todos.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

O pássaro

O pássaro

Eu estava cá quieto no meu galho, quando ouvi farfalhar de folhas na floresta. Eu pensei que fosse um animal de grande porte como um leão ou uma girafa. Mas qual nada, era um lobo de pele escura, pra lá da meia-idade, um lobo bem grande, um lobo faminto, desses que poderia devorar um ser humano de uma vez só. Parecia estar com muita fome mesmo. Pois podia se ouvir os roncos roucos de sua enorme barriga. Eu cá no meu galho de jatobá, tremi de medo, só me aliviei um pouco, ao pensar que os passarinhos não fazem parte do cardápio de um lobo... Só se estivesse muito faminto. Mas não tinha o que temer, estava protegida pelas folhas e galhos da árvore, que se erguia majestosa na floresta.
Aquele lobo conhecia bem a floresta a minha volta, cada árvore, cada trilho de estrada, os caminhos e os atalhos. Eu fiquei a observá-lo do alto do galho, percebendo que ele tramava alguma coisa, logicamente para acabar com sua fome. Ele foi andando pelos caminhos da floresta para chegar mais perto da casa dos lenhadores, onde lograva pensar arranjar algo para encher sua barriga. Eu pensei comigo: ”um lobo com fome é capaz de tramar muitas coisas para comer alguma coisa.”.
O lobo foi andando e parou perto de uma pequena árvore grossa e se escondeu atrás dela, logo que viu uma pequena menina, por volta de uns oito anos, com um gorrinho vermelho na cabeça. A menina ia alegre a cantarolar, uma música, que não entendi bem o que era. Só vi e ouvi direito quando estava menina chegou perto de encruzilhada que passava onde a floresta é mais densa. A menina parou na encruzilhada e se pôs a olhar de um lado para outro como alguém que não sabia direito qual caminho tomar para ir adiante se o da direita ou da esquerda. O lobo logo percebeu e escondido suavizando um pouco a sua voz que lhe aconselhar e gritou lá detrás da árvore:
__ Tome o caminho da direita, é o mais curto e te leva bem rápido para a casa de seus amigos!
__ Minha, mãe me disse para não seguir o conselho de estranhos e sempre tomasse o caminho mais limpo, não parasse no caminho para conversar com nenhum estranho, levasse bem depressa esses docinhos para a minha adorada vovó, que vive sozinha em sua casinha no meio da floresta. Ela me disse também que nesta floresta tem um lobo muito mau que roubam as criancinhas para fazer mingau!
A menina continuou pelo caminho mais limpo para ir à casa de sua vovó. Mais limpo, mas com certeza o mais longo. O lobo se mostrar se embrenhou numa velocidade espantosa correndo pelo atalho e não pude entender de imediato o que ele intentava. Mas a curiosidade que sempre me leva a lugares que nem me imagino, fez com que eu o acompanhasse de longe, voando de galho em galho. Ele correu muito e chegou numa casinha pequena coberta de sapé, numa clareira da floresta. E cheio de manhã arremedou uma voz infantil e pôs-se a chamar:
__ Vovozinha!Vovozinha querida! Venha abrir a porta para a sua netinha que lhe traz deliciosos docinhos!
A velha que parecia que não enxergava muito bem por causa da idade, abriu a porta devagarzinho, e nem teve tempo de correr, pois o lobo faminto pulou sobre ela e a engoliu de uma só bocada. Eu nunca havia pensado que um lobo poderia engolir uma pessoa até que visse com esses meu olhos de passarinho que isso era possível. Mas parece que não foi suficiente para ele, ele queria mais. Tanto é que o ouvi falando sozinho, com sua voz rouca e grave: “Agora só falta a meninha, com aquele lindo gorrinho vermelho. Hoje decerto poderei encher completamente a minha barriga e depois de tudo ainda dormir um bocado nesta cama, desta velha deliciosa”.
Não me conformei com o que vi, fiquei sem saber o que fazer, quis chamar os meus amigos voadores, mas pensei logo, que não resolveria nada, pois não poderia convencê-los. Todos eles tinham muito medo de lobos. E pensei logo que só poderia com esse lobo algum enorme animal ou... Um caçador. Mas onde haveria um caçador que poderia salvar a menina que está inocente de tudo, se encaminhando para o seu destino fatal! Percebi que não poderia perder tempo, voaria bem alto, e olharia para baixo para ver se encontraria algum caçador... Fiquei alguns minutos voando... Vi longe uma fumaça e fui para lá. Com sorte, eram caçadores que punham água a ferver em uma panela..
Pensei em um jeito de atrai-los para a casa da vovozinha. O único jeito era cantando. Aliás, esse é o maior talento dos passarinhos cantarem, alegrar as pessoas... E então voei para uma árvore perto e comecei a entoar meu canto.
Os caçadores pareciam ter bom gosto e logo um foram falando para os outros que um passarinho com um canto maravilhoso estava pousado num galho próximo. Gritavam uns para os outros: “Olha um Uirapuru! Olha um Uirapuru!”. E iam chegando mais perto. Eu não estava gostando daquilo. Mas se a minha atitude podia salvar uma criancinha que estava prestes a ser devorada por um lobo, certamente continuaria nesse plano. Eles se puseram a me seguir, e deram dentro de poucos minutos em uma trilha que ia dar, na casa da vovozinha que fora devorada pelo lobo. Ouviram um estardalhaço que a menina fazia lá dentro correndo, passando por debaixo de mesa, cama, derrubando moveis...
Resultado os caçadores mataram o lobo a tiros, mas a vovozinha não teve mais jeito para ela. E ao contrário do que dizem por aí, morreu mesmo após ter vivido uma vida virtuosa. d dentro correndo, passando por debaixo de mesa, cama, derrubando móveis, na trilha que ia dar, na casa da vovozinha que fora devorada pelo lobo...

Qual o seu comunicador instantâneo preferido: